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Passeio na Mostra “Mãos de Chita” – PB

Postado em 26. jun, 2010 por em Arte Popular, Artesanato

No Salão de Artesanato realizado em  julho de 2010 em Campina Grande/PB, visitamos artesãos paraibanos  já reonhecidos e também outros a serem descobertos pela mídia especializada. A maioria tem peças disponíveis no acervo da Babel das Artes, outros já estão produzindo e logo teremos novidades na vitrine. Confira.

Nesta edição, o Salão de Artesanato rendeu homenagens à cooperativa As Cabritas de Boa Vista. A entidade reúne 22 mulheres (e um homem) e toda a produção tem como matéria-prima o popular tecido denominado Chita ou Chitão.

Para renovar a produção, receberam a assessoria do designer Renato Imbriosi, designer e autor do livro Que Chita Bacana lançado em 2005. Em breve a Babel das Artes vai apresentar a nova coleção de bolsas artesanais e acessórios com chita tingida.

O paraibano Bento de Sumé é um dos artistas populares que vem ganhando cada vez mais destaque na categoria de esculturas em madeira. Seu trabalho está focado em santos, bichos e roceiros. A madeira recorrende é a imburana, específica do bioma Caatinga.

Além de constar no acervo da Babel das Artes, suas peças alcançam espaço em galerias de arte na região Sudeste. Este ano, as obras de Bento de Sumé ganharam páginas do livro Arte Popular, de Cristina Nascimento e Edna Matosinho de Pontes, lançado em 2010 pela Decor Books.

Bento de Sumé é santeiro, faz bichos e roceiros em madeira da espécie umburana

O mais cobiçado e encantador brinquedo de todos produzidos por Antônio Felismino ainda é a roda-gigante. Ela funciona por até 10 horas — girando com as luzes acesas — tal qual em um parque de diversões. A engenhoca é movida com motor de espremedor de laranja adaptado pelo artista. Ele faz também carrocéis e balanços.

Em 2008, Felismino foi o artista homenageado no IX Salão de Artesanato Paraibano, quando seus brinquedos ganharam uma sala especial e também ilustraram toda a comunicação do evento.

Felismino faz brinquedos populares de madeira

A premiada artista popular Jane Maria tem vasta experiência na produção de cerâmica. Ela é de Serra Branca, PB, região onde o conhecimentos sobre a modelagem do barro é transmitido de geração em geração. Jane faz bichos, anjos e bonecas de barro. Uma de suas peças, “A tartaruga”, foi lançada no evento e acaba de ser selecionada para o Salão Nacional de Cerâmica do Museu Alfred Andersen, em Curitiba.

Jane faz bichos, anjos e bonecas de barro. A peça "A tartaruga", acaba de ser selecionada para o Salão Nacional de Cerâmica

Jane já ganhou 2 prêmios de arte popular com suas peças decorativas e utilitários.

Gilma, de Caaporã, na região do litoral Sul da Paraíba, apresentou no salão várias luminárias feitas com fibras de coqueiro. Um trabalho que chamou a atenção pelo design diferenciado e capricho no acabamento.

Gilma faz luminárias com fibras de coqueiro do litoral sul da Paraíba.

Tê Cavalcanti foi uma das primeiras a entrar no acervo da Babel das Artes. Suas bonecas de cerâmica têm lábios carnudos e detalhes coloridos. É interessante destacar que as cores são originais. Como em cada região pode haver um tipo específico de barro, em uma mesma peça é possível encontrar argila de várias características e procedências como o massapé (de cor preta), o tauá (de cor amarela), o caulim (de cor branca) e as argilas vermelhas. A queima exige domínio técnico, já que cada cerâmica tem um tempo diferente para ficar pronta.

Tê Cavalcanti garimpa barro colorido para fazer detalhes nas suas bonecas e anjos.

Sérgio é de Dona Inês, PB, Agreste paraibano. Além de cordelista, faz trabalhos em cerâmica. Ele aprendeu a moldar o barro com o pai José de Arimatéia, o Zé Biu, na comunidade quilombola de Cruz da Menina, onde mora. Suas peças chamaram a atenção do Museu do Artista Popular da Paraíba que no primeiro dia arrematou a peça que da foto (veja abaixo) para o acervo. Sorte que chegamos logo e conseguimos garimpar algumas pra você. Aguarde em um futuro post.

Sérgio produz suas peças na comunidade de quilombola, em Dona Inês, PB.

Mais informações: babeldasartes@gmail.com

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  1. Bolsas de chita tingidas, bordadas e de metalassê | Babel das Artes - Artesanato Brasileiro - 09. mai, 2011

    [...] no Salão de Artesanato da Paraíba em 2010, elas continuam a desenvolver os novos produtos desde a consultoria de Renato Imbroisi, [...]

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