Clássicos da literatura escritos em Cordel
Postado em 27. abr, 2011 por babeldasartes em Literatura
A literatura de Cordel chegou ao Brasil por meio de viajantes que vinham da Europa. O gênero se tornou comum no Nordeste e as palavras rimadas são fáceis de decorar e entender.
Os cordéis são rimados porque são feitos em versos. Cada verso é uma linha e o conjunto de versos é chamado de estrofe. Outro aspecto importante do Cordel é a métrica, ou seja, o tamanho dos versos.
Em geral cada frase (cada verso) é feita com sete sílabas, a chamada redondilha maior, por exemplo: “O Ce-a-rá é meu chão”. Pensou que era fácil fazer Cordel? Pois é preciso raciocínio e talento.
A Editora Nova Alexandria convidou importantes cordelistas de várias regiões do Brasil para transformar clássicos da literatura em Cordel. Olha só alguns deles!
A Megera Domada de Shakespeare é adaptada em Cordel por Marco Haurélio. A história de Petrúquio e Catarina tem texto divertido na mistura do Nordeste com a Itália renascentista.
Os Miseráveis, do escritor francês Victor Hugo, narra as aventuras de Jean Valjean de uma forma poética nos versos do cordelista Klévisson Viana.
No romance Memórias póstumas de Brás Cubas, o cordelista Varneci Nascimento substitui o defunto autor na obra mais popular de Machado de Assis.
O Corcunda de Notre-Dame, outra obra de Victor Hugo, vai parar em uma pequena cidade do Nordeste brasileiro nesta versão para a poesia de Cordel de João Gomes de Sá.
Quem não conhece Viagem ao Centro da Terra, o romance de ficção científica de Júlio Verne? Nesta versão, a descoberta de um pergaminho também é o ponto de partida para uma aventura no cordel de Costa Senna.
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